O que é o “split payment” e por que ele está atrasando?
O “split payment” é um novo sistema da Receita Federal que vai dividir automaticamente o valor de uma venda: uma parte vai para a empresa e outra parte vai direto para o governo, como pagamento dos impostos. Ele faz parte da reforma tributária e deveria começar a valer em 2027, junto com a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços). Mas isso não vai acontecer no prazo previsto.
🧩 Por que não será obrigatório em 2027?
Mesmo que o sistema da Receita esteja pronto, ele só poderá ser obrigatório quando todos os meios de pagamento estiverem integrados — bancos, fintechs, cartões, PIX etc. São mais de 200 instituições financeiras. Contudo a adesão está lenta.
A Receita explicou que a implantação será gradual, começando por:
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Transferência eletrônica financeira
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PIX estático
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Outros meios de pagamento, ao longo do ano
Como isso depende da preparação das instituições financeiras, não há data para tornar o split obrigatório — e é provável que não seja em 2027.
🛒 Como as empresas vão funcionar enquanto o split não é obrigatório?
Até lá, nada muda no processo atual:
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As empresas continuam emitindo notas fiscais normalmente.
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No fim do mês, pagam os tributos via Darf.
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O crédito tributário (imposto pago em etapas anteriores da cadeia) é devolvido em até dois meses.
⚡ Alternativa para receber créditos mais rápido: RAD
Existe um modelo chamado Recolhimento pelo Adquirente (RAD):
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Quem compra recolhe o imposto da operação.
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Assim, recebe o crédito tributário mais rápido.
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O vendedor recebe o valor da venda já com o imposto descontado.
🏭 Como ficará para empresas do regime não cumulativo?
Elas terão três opções:
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Recolhimento normal (como hoje)
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RAD (crédito mais rápido)
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Split payment (com crédito imediato), quando começar a ser implantado em 2027
🧾 E as empresas do Simples Nacional?
Elas poderão escolher entre:
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Simples puro (modelo atual, mais simples)
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Sistema híbrido (permite aproveitar créditos tributários)
Como decidir?
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Se a empresa vende quase sempre para o consumidor final, o Simples puro é mais vantajoso.
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Se a empresa compra de outras empresas e vende para empresas, pode valer a pena migrar para o híbrido, porque ela consegue transferir créditos.
👤 E o MEI?
O microempreendedor individual não terá opção: Ele continuará no Simples puro, porque vende direto ao consumidor e não transfere créditos.
🛍️ O consumidor final vai perceber alguma mudança?
Não. Para quem compra o produto, nada muda — com split ou sem split. A reforma tributária altera apenas o funcionamento interno das empresas e do sistema tributário.

